Ubatuba confirma dois morcegos com raiva e alerta moradores sobre cuidados para evitar contaminação
Animais foram encontrados no Taquaral e na Ilha Anchieta; casos não representam surto, mas reforçam a importância da prevenção, da vacinação de cães e gatos e dos cuidados em situações de contato com morcegos.
A confirmação de dois morcegos infectados pelo vírus da raiva colocou as autoridades de saúde de Ubatuba em atenção e trouxe um alerta importante para os moradores. Embora os registros não caracterizem um surto da doença, a situação exige cuidados, principalmente porque a raiva pode ser transmitida aos seres humanos e apresenta consequências extremamente graves quando não tratada a tempo.
Os animais foram recolhidos em abril deste ano pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), um no bairro do Taquaral e outro na Ilha Anchieta. Os resultados positivos, porém, só foram confirmados agora, em outubro. Ambos pertencem a espécies que se alimentam exclusivamente de insetos, o que demonstra que o risco de transmissão da raiva não está restrito aos morcegos hematófagos, conhecidos por se alimentarem de sangue.
Por que a confirmação merece atenção?
A raiva é uma doença viral que atinge mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos. A transmissão acontece principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou contato com ferimentos e mucosas. Uma das maiores preocupações é a gravidade da doença: depois do aparecimento dos sintomas, a raiva apresenta letalidade extremamente elevada. Por isso, a rapidez na procura por atendimento médico pode fazer toda a diferença.
Apesar da confirmação dos dois casos, não há motivo para pânico. A presença de morcegos infectados não significa que todos os animais da região estejam contaminados. Também não existe recomendação para eliminar esses animais, que desempenham funções essenciais na natureza, como o controle de insetos e a manutenção do equilíbrio ambiental.
Morcego caído no chão pode representar perigo
Encontrar um morcego voando ao entardecer ou durante a noite é relativamente comum. O sinal de alerta aparece quando o animal apresenta comportamento incomum, como permanecer caído no chão, demonstrar dificuldade para voar, aparecer durante o dia em condições anormais ou ser encontrado dentro de uma residência.
Nessas situações, a recomendação é simples: não tocar, não tentar capturar e muito menos matar o animal. Mesmo um morcego aparentemente morto pode representar risco de exposição. Crianças e animais domésticos devem ser mantidos afastados até a chegada da equipe especializada.
O que fazer em caso de contato com um morcego?
Se houver mordida, arranhão ou contato da saliva com ferimentos ou mucosas, a área atingida deve ser lavada imediatamente com água corrente e sabão. Em seguida, é fundamental procurar uma unidade de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno. A equipe médica avaliará a necessidade de vacinação e, dependendo das circunstâncias, da aplicação de soro antirrábico. Em situações nas quais não seja possível descartar contato direto, também é importante buscar orientação médica.
Outro cuidado indispensável envolve os animais de estimação. Cães e gatos devem estar com a vacinação antirrábica em dia, inclusive aqueles que vivem exclusivamente dentro de casa. Em Ubatuba, a UVZ oferece a vacina gratuitamente, mediante agendamento.
Saiba onde buscar orientação em Ubatuba
A população pode comunicar a presença de morcegos em situações suspeitas à Vigilância em Saúde e à equipe de Zoonoses pelo telefone (12) 3832-6810. Para informações sobre a vacinação gratuita de cães e gatos, o contato é (12) 3834-2323.
Os dois registros reforçam uma lição importante: a prevenção depende tanto do trabalho de vigilância sanitária quanto da atenção da própria população. Respeitar a fauna silvestre, manter os animais domésticos vacinados e procurar atendimento diante de uma possível exposição são atitudes simples que ajudam a proteger vidas.
Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP





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