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Fórum em Ubatuba prepara escolas do Litoral Norte para inclusão de alunos em 2027

Encontro discutiu acolhimento de estudantes com deficiência e TEA, participação das famílias e continuidade do atendimento na mudança de ciclo escolar.

Fórum em Ubatuba prepara escolas do Litoral Norte para inclusão de alunos em 2027

Mudar de escola ou iniciar uma nova etapa do ensino pode ser desafiador para qualquer estudante. Para crianças e adolescentes que precisam de atendimento educacional especializado, essa transição exige planejamento, troca de informações e diálogo entre escola, família e poder público.

Foi com esse olhar que Ubatuba recebeu, nesta terça-feira, 25 de agosto, o 3º Fórum Educacional do Litoral Norte. O encontro reuniu profissionais da educação, estudantes, representantes de conselhos e autoridades das quatro cidades da região no Teatro Municipal Pedro Paulo Teixeira Pinto.

Com o tema “Educação Especial e Inclusiva: Demandas para 2027”, o fórum discutiu os desafios enfrentados por alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pessoas com deficiência, especialmente durante a passagem dos anos iniciais para os anos finais do Ensino Fundamental.

Participaram professores, gestores escolares, coordenadores e pedagogos das redes de ensino de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela.

Estudante com TEA compartilhou vivência escolar

A programação da manhã contou com uma mesa-redonda formada por pessoas ligadas à educação inclusiva. Uma das participantes foi a estudante Clara Nascimento Silva, de 17 anos, que compartilhou suas experiências como pessoa com TEA e falou sobre as situações vivenciadas no ambiente escolar.

A participação de estudantes nos debates ajuda a aproximar as decisões administrativas da realidade de quem sente, no cotidiano, os efeitos das políticas de inclusão. Afinal, acessibilidade não se limita à matrícula: também envolve acolhimento, aprendizado, participação e permanência na escola.

Também apresentaram suas experiências a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Ilhabela, Thalita Silva Carvalho; o fisioterapeuta e empreendedor Lucas Prado Rosa; e a advogada Débora Trindade Ferreira.

A recepção oficial teve representantes das secretarias municipais de Educação e da estrutura regional de ensino, reforçando o caráter integrado do encontro.

Transição entre redes exige planejamento

Um dos principais assuntos discutidos foi a passagem dos estudantes dos anos iniciais, atendidos principalmente pelas redes municipais, para os anos finais do Ensino Fundamental.

Em muitos casos, essa mudança também representa a transferência para a rede estadual. Para os estudantes elegíveis aos serviços da Educação Especial, a alteração exige que informações pedagógicas e necessidades de atendimento cheguem à nova unidade com antecedência.

Durante o fórum, foi entregue a documentação dos alunos que deverão ingressar na rede de ensino em 2027. Segundo a organização, a medida integra o compromisso das redes municipal e estadual com a transição, a permanência e a continuidade da aprendizagem.

Na prática, essa troca antecipada de informações pode ajudar as equipes a conhecerem as necessidades dos estudantes e planejarem o atendimento antes do início do próximo ano letivo.

Família também precisa participar

No período da tarde, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Ubatuba, Elsa Rosa da Silva Porsé, destacou a importância da participação familiar no processo de aprendizagem.

A relação entre família e escola ganha ainda mais relevância nos momentos de mudança. Pais e responsáveis podem contribuir com informações sobre a rotina, as formas de comunicação, as necessidades de apoio e as estratégias que já funcionam com o estudante.

Elsa também falou sobre os avanços relacionados à criação da Secretaria da Pessoa com Deficiência em Ubatuba.

Cidades estudam plano regional para educação inclusiva

O fórum foi idealizado pela Unidade Regional de Ensino em parceria com as secretarias de Educação das quatro cidades do Litoral Norte. O objetivo é aproximar as redes, compartilhar experiências e avançar na elaboração de um plano regional para a Educação Especial e Inclusiva.

O encontro também deu continuidade a articulações realizadas ao longo de 2026. Em março, representantes municipais já haviam discutido a transição dos alunos atendidos pelo Atendimento Educacional Especializado. Em agosto, uma nova reunião definiu aspectos da programação e da organização do fórum.

Para o secretário de Educação de Ubatuba, Claudinei Jerônimo dos Santos, a demanda pelo atendimento inclusivo tem aumentado em toda a região.

“Estamos numa fase de grande demanda, não apenas em Ubatuba, mas em todas as cidades do Litoral Norte. Estamos aqui para trabalhar em conjunto e fazer uma boa gestão da educação, para que possamos atender com melhor qualidade nossas crianças”, afirmou.

O que isso representa para estudantes e famílias?

A articulação regional pode evitar que informações importantes sobre o estudante se percam durante a mudança de escola ou de rede. Também permite que professores, gestores e equipes especializadas conheçam antecipadamente as demandas previstas para 2027.

Entre os possíveis resultados desse planejamento estão a preparação das unidades escolares, a organização dos atendimentos e a continuidade das estratégias pedagógicas já utilizadas.

O fórum, no entanto, representa uma etapa de diálogo e planejamento. A efetivação das medidas dependerá dos encaminhamentos adotados por cada rede de ensino e da construção do plano regional discutido durante o encontro.

Fontes consultadas: Prefeitura de Ubatuba — cobertura do fórum, preparação do encontro e programação sobre Educação Especial e Inclusiva

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