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Elefante-marinho é monitorado após aparecer em praia de São Sebastião

Publicada em: 03/04/2026 18:27 -

Elefante-marinho é monitorado em praia de São Sebastião após buscar abrigo. Especialistas orientam manter distância e evitar aproximação.

Elefante-marinho chama atenção e mobiliza monitoramento no litoral

Um elefante-marinho da espécie Mirounga leonina está sendo monitorado após aparecer em praias de São Sebastião, no Litoral Norte paulista.

O animal foi observado ao longo da quarta-feira (1º) em diferentes pontos da costa, como Barra do Sahy e Juquehy, até se estabelecer para descanso na Praia de Boiçucanga, onde permanece sob acompanhamento técnico.


Deslocamento e busca por local de descanso

Segundo o Instituto Argonauta, responsável pelo atendimento dentro do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), o animal apresentou comportamento típico de busca por abrigo.

Durante o deslocamento, a aproximação de pessoas em alguns momentos fez com que o elefante-marinho retornasse ao mar antes de conseguir descansar adequadamente.


Estado de saúde é considerado estável

As equipes técnicas informaram que o animal é um indivíduo jovem, que se encontra em repouso na faixa de areia — comportamento considerado natural para a espécie.

De acordo com a avaliação inicial:

  • respiração está tranquila;
  • não há sinais aparentes de sofrimento;
  • condição corporal é considerada boa.

O monitoramento segue de forma contínua para avaliar a necessidade de qualquer intervenção.

 

Processo de muda pode confundir população

O elefante-marinho está em fase de muda, período em que ocorre a troca da pele e dos pelos.

Durante essa etapa, é comum que o animal:

  • permaneça por longos períodos fora da água;
  • fique imóvel;
  • apresente pele descamando.

Especialistas alertam que esse aspecto não indica doença, mas sim um processo biológico natural.


Espécie é rara no litoral, mas ocorrência não é inédita

Os elefantes-marinhos são típicos de regiões subantárticas, como a Patagônia e ilhas do Atlântico Sul.

Segundo o oceanólogo Hugo Gallo Neto, a presença desses animais no litoral brasileiro, embora incomum, ocorre principalmente com indivíduos jovens.

“Esse deslocamento faz parte do comportamento natural da espécie e pode estar relacionado à busca por alimento e correntes oceânicas”, explicou.


Orientação é manter distância e evitar interferência

A recomendação dos especialistas é clara: não se aproximar do animal.

De acordo com a bióloga Carla Beatriz Barbosa, qualquer interferência pode prejudicar o processo de descanso.

Entre as orientações estão:

  • manter distância segura;
  • evitar aglomerações;
  • não tocar no animal;
  • não levar animais domésticos para perto;
  • não tentar devolvê-lo ao mar.

Mesmo com aparência tranquila, trata-se de um animal silvestre que pode reagir se se sentir ameaçado.

Fonte: Depcom | PMSS

 

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